Oncologia

O câncer é definido como um crescimento desordenado e/ou descontrolado das células de um tecido, formando os chamados tumores. 

Os tumores somente são classificados como malignos, ou câncer, se possuírem a capacidade de se multiplicar com grande rapidez e ainda de espalhar-se pelo organismo (metástase) ao atingir outros tecidos que não estariam envolvidos inicialmente. Pode-se dizer que no tumor benigno, as células ficam como que envolvidas por uma membrana que impede que elas se desenvolvam e espalhem tanto; ele é geralmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

Nas últimas décadas, o câncer ganhou uma dimensão maior, convertendo-se em um evidente problema de saúde pública mundial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que, no ano 2030, podem-se esperar 27 milhões de casos incidentes de câncer, 17 milhões de mortes por câncer e 75 milhões de pessoas vivas, anualmente, com câncer. O maior efeito desse aumento vai incidir em países de baixa e média rendas. 

Em países com grande volume de recursos financeiros, predominam os cânceres de pulmão, mama, próstata e cólon. Em países de baixo e médio recursos, os cânceres predominantes são os de estômago, fígado, cavidade oral e colo do útero. Mesmo na tentativa de se criar padrões mais característicos de países ricos em relação aos de baixa e média rendas, o padrão está mudando rapidamente, e vem-se observando um aumento progressivo nos cânceres de pulmão, mama, cólon e reto, os quais, historicamente, não apresentavam essa importância e magnitude.(INCA, 2012)

Porque o câncer mata?
O câncer é uma doença que pode matar ou debilitar seriamente o paciente, pois age como um verdadeiro “parasita”. 

Os tumores são agrupamentos de células que não deveriam estar presentes no tecido onde se desenvolvem. Mas, para que se desenvolvam, precisam de nutrientes. Esses nutrientes são “roubados” do tecido saudável, impedindo que o mesmo desenvolva suas funções normalmente. Com o tempo os danos causados ao tecido se estendem ao órgão ao qual ele pertence, fazendo com que percam sua função, sendo possível que se desenvolva até mesmo em locais onde não estava originalmente. 

Como se desenvolve?
O câncer é uma doença multifatorial, mas entre as principais causas estão:

  • Hereditariedade;
  • Consumo ou exposição a substâncias carcinogênicas (tabaco, álcool, químicos, alimentação e etc.);
  • Exposição a vírus com potencial carcinogênico, geralmente sexualmente transmissíveis (HPV, HTLV-I, HIV, Hepatite B, entre outros);
  • Exposição a radiação excessiva;
  • Mutações espontâneas.

Mesmo que o câncer se desenvolva de diferentes formas, todos os cânceres tem em comum uma, ou mais mutações originadas no DNA. Geralmente, elas ocorrem durante o processo de replicação celular, onde a célula se divide para dar origem a uma nova, idêntica. Durante esse período o DNA fica mais vulnerável, mais suscetível a alterações, e se há uma interferência externa ou mesmo um defeito pré-existente, a cópia não é feita com perfeição. 

Um dos defeitos que podem ser gerados é um “desligamento” dos genes que controlam a multiplicação celular, que fica descontrolada e começa a formar o tumor.

Quais são os tratamentos disponíveis?As principais formas de tratamento para câncer disponíveis atualmente são a remoção cirúrgica do(s) tumor(es), a quimioterapia e a radioterapia. Esses tratamentos podem ser utilizados separadamente ou combinados como é o usual. 

Dentre outros estudos de viabilidade, a cirurgia é feita quando há condições de retirada do tumor sem que haja comprometimento de órgãos vitais do paciente.

A radioterapia e a quimioterapia prejudicam alguns processos que a célula precisa para se replicar, sendo assim possível (teoricamente) parar o crescimento do tumor e até mesmo fazer com que ele regrida.

A radioterapia é um tratamento no qual se utilizam radiações para destruir um tumor ou impedir que suas células aumentem. Estas radiações não são vistas e durante a aplicação o paciente não sente nada. O número de aplicações necessárias pode variar de acordo com a extensão e a localização do tumor, dos resultados dos exames e do estado de saúde do paciente.

Já a quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor. Dentro do corpo humano, cada medicamento age de uma maneira diferente. Por este motivo são utilizados vários tipos a cada vez que o paciente recebe o tratamento. Estes medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo. Dependendo do tipo e localização do(s) tumor(es), tratamento poder ser aplicado de forma intravenosa, intramuscular, intracranial, tópica, oral ou subcutânea e sua duração também depende do tipo e evolução do caso.

Qual é o papel do nutricionista no tratamento do câncer?Infelizmente, os tratamentos contra o câncer não trazem apenas benefícios e são muitos os efeitos colaterais. Entre eles estão:
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarréia;
  • Dificuldades de deglutição (especialmente nos cânceres de boca, esôfago, etc.);
  • Perda do apetite
  • Cansaço e outros problemas.
Devido a todos estes efeitos colaterais, especialmente as náuseas e vômitos, muita vezes o paciente deixa de se alimentar adequadamente, podendo até contribuir para a piora dos sintomas. Para evitar o enjôo e os vômitos é recomendável: 


EVITAR

PREFERIR

  • Frituras e alimentos gordurosos

  • Temperos fortes

  • Jejum

  • Alimentos enlatados, embutidos e defumados

  • 2 a 3 Litros de líquidos por dia como bebidas isotônicas, suco de frutas, água e água de coco

  • Torrada, bolachas simples, pão árabe;
    Leite com baixo teor de lactose e desnatado

  • Alimentos frios como sorvetes, gelatinas, shakes e frutas



A nutrição exerce papel fundamental para garantir ao paciente oncológico um bom estado nutricional, de forma que o mesmo reaja adequadamente ao tratamento, garantindo assim sua recuperação. 

A alimentação deve ser adaptada de acordo com a idade, tipo de câncer, tipo de tratamento, efeitos colaterais desenvolvidos e também com o estado psicológico do paciente. 

Vale ressaltar que a alimentação pode não só auxiliar na recuperação, como também auxilia na prevenção de diversos tipos de câncer. É importante que a população tenha consciência de que seus hábitos alimentares podem influenciar diretamente em sua longevidade e qualidade de vida. 

O papel do nutricionista ultrapassa a fronteira do tratamento e tem papel fundamental em difundir os conceitos de prevenção através do consumo alimentar adequado. 

 


               


 

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