Cirurgia Bariátrica Obesidade é uma doença universal de prevalência crescente e que vem adquirindo proporções alarmantes epidêmicas, sendo um dos principais problemas de saúde pública da sociedade moderna. A obesidade acarreta um risco aumentado de inúmeras doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares, alterações da coagulação, doenças articulares degenerativas, infiltração de gordura no fígado (esteatose), apnéia do sono e até alguns tumores. Pacientes com obesidade grave têm esse risco magnificado com aumento expressivo da mortalidade em até 250% em relação aos pacientes não obesos. É justamente o avanço do conhecimento médico sobre essas condições que enfatiza a necessidade de intervenção médica no tratamento da obesidade.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, classifica-se obesidade considerando o Índice de Massa Corporal (IMC = peso ÷ altura2) e baseando-se no risco de mortalidade independente do sexo e idade:
  • Grau I quando o IMC situa-se entre 30 e 34,9 kg/m2
  • Grau II quando o IMC situa-se entre 35 e 39,9 kg/m2
  • Grau III (grave) quando o IMC ultrapassa 40 kg/m2
A abordagem terapêutica do paciente obeso deve envolver sempre um plano de reeducação alimentar, atividade física e uso de agentes antiobesidade. Nos pacientes com obesidade grave, a terapêutica clínica geralmente é ineficaz e a cirurgia bariátrica (de obesidade) se impõe como uma importante opção de tratamento. Geralmente, são candidatos para o tratamento cirúrgico os pacientes com IMC maior que 40 kg/m2. Além destes, pacientes com IMC maior que 35 kg/m2 que tenham pelo menos duas doenças ou comorbidades associadas e com resistência comprovada ao tratamento conservador.

O tratamento cirúrgico da obesidade tem, com o passar dos tempos, obtido uma eficácia e segurança crescente. E com o advento da laparoscopia as cirurgias estão mais rápidas e fornecem, ao paciente, um retorno mais precoce às atividades. Diversas técnicas são utilizadas, as mais conhecidas mundialmente são:
  • Balão Intragástrico
    Trata-se de uma prótese lisa e oca de silicone que é introduzida pela boca através da endoscopia. Esta prótese então é preenchida por líquido entre 400 e 700ml e configura uma restrição mecânica à ingesta alimentar. Este tratamento tem a obrigatoriedade de terminar em no máximo 6 meses, onde então se faz nova endoscopia para retirada do balão. Há uma expectativa de perda de aproximadamente 10 – 15% do peso inicial.

  • Banda Gástrica Ajustável
    Trata-se de uma “cinta de silicone” que, por laparoscopia, é colocado ao redor do estômago. Dessa forma faz-se certa divisão do órgão como se fosse uma ampulheta. Esta cinta tem a capacidade de promover também uma restrição à alimentação. Não há previsão de retirada, nem obrigatoriedade desta. Muitos consideram uma cirurgia definitiva. Há uma expectativa de perda de aproximadamente 40% do peso inicial.

  • Bypass laparoscópico ou Cirurgia de Fobi-Capella
    É a técnica cirúrgica mais difundida mundialmente. É também feita através de laparoscopia e consiste na confecção de um pequeno estômago de no máximo 100ml e um desvio do alimento em 1 a 2 metros de intestino. Ou seja, fornece uma restrição mecânica à alimentação e diminui a absorção dos alimentos no intestino. Tem um caráter definitivo, sua reversão é trabalhosa, porém viável. Há uma expectativa de perda de aproximadamente 45% do peso inicial.

Independente da técnica utilizada o acompanhamento do paciente tanto nutricionalmente como psicologicamente são os mais importantes fatores para não só a adesão ao tratamento, como também uma garantia maior da eficácia e, melhor ainda, da manutenção da perda de peso.

Dr. Fernando Leal
www.flavioqueiroz.com.br


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